03 de Outubro 2016

De terraço social a triênio: assuntos debatidos em mais um Café com o Presidente

No dia 30 de setembro ocorreu mais um Café com o Presidente. O evento contou com a participação do Diretor-Presidente, Reges Moisés, do Diretor Jurídico, Erick Tavares, e dos servidores Rachel Castro, Renata Paiva, Maristela Maciel e Fábio Gonçalves. A conversa animada acabou gerando sugestões de melhoria de trabalho e para concessão de benefício.

Renata Paiva abriu a rodada de sugestões perguntando sobre a possibilidade de instalação de uma copa no térreo, o único local do prédio que ainda não tem um espaço deste tipo para os servidores. O Presidente disse que uma reforma no térreo já estava esboçada no novo layout para a sede da Autarquia, e esclareceu que a remodelação da estrutura física do Rioprevidência incluiria um terraço social no quarto andar, cujo espaço também poderia servir como copa: “será um espaço para que possamos ter integração entre os servidores”, destacou ele.

Com a possibilidade de criação de um terraço social para os servidores, Rachel Castro sugeriu que a ginástica laboral passasse a ser realizada nesse novo espaço, de forma que servidores possam ter opções de horários ao longo da semana. Reges Moisés disse que verificará a possibilidade de colocá-las em prática. Fábio Gonçalves falou, então, sobre a preocupação com a melhoria da qualidade da informação prestada aos segurados do Rioprevidência e com o nível de atendimento. Segundo ele, “as pessoas telefonam para o SAC para consultar algo que deveria estar no site da autarquia. Isso gera um custo, porque a demanda é grande, e o 0800 é pago pelo Rioprevidência. Seria bom termos um nível de maior detalhamento da posição dos processos”.

Aproveitando o assunto, Rachel propôs uma maior aproximação entre o atendimento e a GBE, para que possa ser dado posicionamento dos processos aos demandantes. Maristela Maciel perguntou, então, a respeito do triênio e da progressão de carreira: “é possível alterar a lei de criação do Rioprevidência para que os servidores possam adquirir o triênio? Além disso, todos sabemos que a progressão não cobre a inflação do período. Existe a possibilidade de aumentarmos o percentual ou de reduzirmos o tempo de progressão?”, indagou ela.

Reges esclareceu que todas as novas carreiras do Estado não têm triênio, sendo politicamente inviável conseguir algo nesse sentido agora, devido à crise no Rio de Janeiro. De acordo com ele, seria mais viável tentar reduzir o tempo de progressão funcional. Preocupada com a carreira e com a assunção da centralização de aposentadoria, Renata perguntou se haverá mais servidores convocados, uma vez que há um concurso ainda vigente. O Presidente disse que, possivelmente, serão convocados novos concursados para que o Fundo possa assumir a aposentadoria, mas que essa é uma posição de Governo. Reges apontou que a reestruturação do Estado deve passar justamente por esse ponto, sendo o momento de fortalecer as carreiras do Rioprevidência a partir da centralização de aposentadoria e das auditorias já em curso: “vamos ter um foco muito grande na crise, de redução de despesa. A centralização trará benefícios”, argumentou.

Sem possibilidades de ganho real nos salários, Fábio sugeriu uma mudança na política de concessão do auxílio-saúde: a ideia seria o Rioprevidência contratar um plano empresarial com desconto em folha, cuja economia poderia alcançar 60%, em vez de conceder o auxílio. Dessa forma, segundo ele, haveria um ganho real de salário de cerca de 10%, mesmo sem o reembolso do plano por parte da autarquia. Reges gostou da ideia, e disse que ela será encaminhada à CRH e ao Jurídico para análise da possibilidade. De acordo com ele, o maior problema é que há uma grande limitação por parte da SEPLAG para a concessão de benefícios aos servidores do Rioprevidência.

Fábio elogiou a iniciativa do Café com o Presidente como canal de comunicação da Diretoria com os servidores, e perguntou a respeito de notícia datada de 20 de setembro na intranet, segundo a qual a Caixa Beneficente da Polícia Militar havia recebido R$ 8.538.152,91 do Rioprevidência. Reges explicou que se trata de valor que havia sido arrestado para o pagamento de benefícios, tendo sido restituído pelo Tesouro Estadual em nome do Rioprevidência.