Mobilidade interna e ponto eletrônico são assuntos debatidos durante o Café com o Presidente na Agência Central
No dia 22 de novembro, questões referentes a pagamento de salários e de benefícios se destacaram nas demandas dos servidores da Agência Central, da Coordenadoria de Atendimento, e da Coordenadoria de Suporte aos Canais, que se reuniram para mais um encontro do Café com o Presidente. Contudo, dúvidas e sugestões com relação a transporte, auxílio-alimentação, ponto eletrônico e revisão de contratos também permearam o evento.
Daisy Bigossi comentou o resultado da Pesquisa de Clima Organizacional, no qual foi apontada nítida insatisfação dos servidores com os benefícios concedidos. Reges Moisés disse que o auxílio-saúde será verificado. Com relação ao auxílio-alimentação, a possibilidade de ser realizado convênio com a empresa Sodexo já foi avaliada. “O Sodexo trabalha com taxa negativa, o que nos daria flexibilidade para aumentar hoje o valor diário do vale, por meio do cartão, para R$ 13,00. O que me preocupa é o corte das despesas pelo Estado, havendo a possibilidade de corte também dos cartões de alimentação”, esclareceu o Diretor-Presidente.
Flávia Mourão abordou o tema da revisão de contratos, que está em curso no Rioprevidência, e sugeriu que não fosse renovada a contratação do sistema de Processo Digital, uma vez que os processos poderiam tramitar fisicamente, como foi feito com as auditorias de benefícios. O Diretor-Presidente apontou que há diferença entre o que é considerado gasto e o que é investimento. “Hoje não conseguiremos fazer a centralização de aposentadorias se não for por meio de processo digital. É um investimento, uma vez que alcançaremos uma economia de cerca de R$ 100 milhões por mês”, assegurou Reges Moisés.
Fábio Gonçalves sugeriu, então, que as melhorias no sistema de processo eletrônico fossem realizadas por servidores capacitados do próprio Rioprevidência. “O projeto deveria ser tocado pelo pessoal da casa, com investimento em capacitação. Depois que acabar o contrato não podemos ficar dependentes”, argumentou ele. Reges Moisés respondeu que a intenção da Diretoria é a de realmente capacitar servidores para fazer a manutenção do sistema de processo digital, e fazê-los trabalhar em conjunto com a empresa contratada para adquirir conhecimento.
Daisy perguntou como ficaria a questão dos extraquadros e dos cedidos com a crise financeira do Estado. O Diretor-Presidente esclareceu que, com relação aos cedidos, foi publicado decreto determinando que os servidores cedidos com ônus, cujos órgãos de origem não sejam do Estado do Rio de Janeiro, e que não pertençam ao alto escalão do Governo, sejam devolvidos aos órgãos de origem. “Quanto aos extraquadros, vamos analisar caso a caso. Os extraquadros não são os vilões do Estado, não custam tanto quanto se fala. E o extraquadro não deve fazer a parte administrativa, mas o assessoramento”, explicou Reges Moisés.
Daisy e Fábio quiseram saber se o exame periódico feito pelos servidores tem caráter obrigatório, e se não poderia ser realizado pela Perícia Médica do Estado, visando o barateamento do serviço. Reges Moisés disse que essa alternativa será verificada. Com relação ao Bilhete Único, Carlos Augusto Bastos indagou se haveria a possibilidade de o Rioprevidência pagar três conduções por percurso. O Diretor-Presidente disse que o pedido será analisado, e acrescentou que a Coordenadoria de Recursos Humanos será reestruturada. “O RH é para o servidor se sentir à vontade. Preocupa-nos muito o servidor esperar para ter esse tipo de conversa com o Presidente, porque significa que ele não está à vontade com o RH”, disse Reges Moisés.
Passou-se, então, aos assuntos de carga horária dos servidores e ponto eletrônico. Flávia perguntou se seria possível os servidores cumprirem as oito horas diárias da jornada de trabalho, estando aí incluída a hora de almoço, em vez de nove horas diárias. “Precisamos pensar como instituição. Vocês estão no Atendimento, têm que estar aqui. Vamos fazer uma consulta sobre as oito horas e definir isso”, determinou o Diretor-Presidente.
Reges Moisés aproveitou para esclarecer como funciona a mobilidade interna no Rioprevidência. “Se já houver um nome para o cargo a ser preenchido, a pessoa será diretamente encaminhada. Se não houver, abriremos mobilidade interna. Não é nosso objetivo fazer a mobilidade já tendo um nome escolhido visando somente dar alguma satisfação”, explicou ele.
“Para trocarmos de categoria, é exigida pós-graduação. Eu fico preocupado em assumir compromisso sem saber se vou receber salário. Também vejo o Rioprevidência sem condição de custear parte do curso. Isso será um impedimento para a progressão na carreira?” questionou Marcos Machado, demonstrando preocupação com a progressão na carreira. Reges Moisés esclareceu que, como a progressão está condicionada em lei, conceder essa passagem de nível sem completar os requisitos não é possível.
Suzi Silva reclamou que pensionistas têm o costume de ir até o fundo da Agência Central, sem passar por processo de triagem, e de se dirigir diretamente à mesa do supervisor. Ela solicitou, então, que fosse colocada uma corrente, de forma a barrar o acesso direto dos beneficiários. Reges Moisés disse que isso será verificado e, informou que está procurando um novo espaço para acomodar melhor os servidores, já que o prédio do Rioprevidência se tornou pequeno. Dessa forma, não pôde ser feita reforma no térreo da Sede para a construção de uma nova copa.

