Comunicação entre os setores do Rioprevidência é tema do Café com o Presidente
No dia 20 de abril aconteceu mais um Café com o Presidente na sala da Diretoria Executiva do Rioprevidência. Participaram do evento o diretor-presidente, Reges Moisés, o diretor de Administração e Finanças, Fábio Florindo, e os servidores Mario Rodrigues Magalhães, Luana Abreu dos Santos Lourenço e Almério Bernacchi.
Mario Magalhães iniciou o debate com um dado da Pesquisa de Clima Organizacional, realizada anualmente pela autarquia. Segundo ele, as pesquisas apontam continuamente o problema de comunicação entre os setores no Rioprevidência. “Sinto falta da interação entre as áreas. Os setores podiam se falar mais, mas eu sinto uma barreira e acabo seguindo a maré”, completou ele. Reges Moisés concordou, e acrescentou que o problema de comunicação no Rioprevidência é antigo. “A comunicação é falha. Existem ‘ilhas’. Mas estamos adotando alguns procedimentos para melhorar o relacionamento interno”, adiantou o diretor-presidente.
De acordo com Reges Moisés, entre os procedimentos empregados para melhorar a comunicação entre as áreas estão as reuniões com os gestores, cujo objetivo é o de repassar informações pontuais e relevantes para os servidores: “esse papel, dado aos gestores, de transferência de conhecimento propicia a melhoria na comunicação entre os próprios gestores e os servidores, para que estes se sintam mais à vontade para questionar a chefia imediata”, explicou Reges Moisés. O diretor-presidente aproveitou para enfatizar que a Diretoria aceita sugestões para a melhoria da comunicação entre os setores.
Em meio ao debate, Luana Lourenço pontuou que os servidores têm ouvido falar da reestruturação do Rioprevidência, e que todos notam as modificações: “eu, por exemplo, trabalho num serviço que não é o carro-chefe do Rioprevidência, mas é essencial. E trabalho numa ilha. As apresentações dos setores são estáticas, e seria interessante atualizar constantemente”, comentou ela. Luana Lourenço aproveitou, ainda, para sugerir que os servidores fossem informados a respeito do andamento das auditorias. “A gente precisa se comunicar mais. Mas temos um regimento engessado, que acaba desmotivando o servidor”, completou.
Luana Lourenço perguntou quais eram os planos da nova Diretoria Executiva para os servidores, uma vez que foi aprovado o plano de reestruturação dos Estados, e completou: “determinados setores estão sobrecarregados. Quais são as funções do Especialista e do Assistente? Quando você fica muito tempo numa função, você fica restrito”. Reges Moisés argumentou que, em relação à situação do Estado, a falta de aumentos salariais para os servidores e o aumento da alíquota previdenciária são fatos que fogem à alçada do Rioprevidência. “Sei que não é fácil tentar motivar os servidores nesse sentido. Também sou servidor. Espero que o servidor entenda o que está se passando dentro de um contexto”, admitiu o diretor-presidente. “Em relação à estrutura, é claro que pretendo mudar, mas a mudança precisa ser pensada. Por isso estou conversando com os coordenadores”, frisou ele.
A respeito das funções dos servidores, o diretor-presidente esclareceu que haverá separação de função entre Especialistas e Assistentes. “Na prática, é difícil você separar o serviço. Evitamos colocar os dois juntos para fazer o mesmo serviço, e é mais fácil para identificar isso no setor de atendimento, ou na Coordenadoria de Atuária, no qual só há Especialistas. Em algumas áreas essa separação é mais difícil”, reconheceu Reges Moisés. Fábio Florindo destacou que esse problema ocorre nos demais órgãos do Estado, e Luana Lourenço argumentou que deveria haver uma lei disciplinando a distinção entre as funções.
Reges Moisés apontou a maior dificuldade na separação das funções entre Especialistas e Assistentes: “o gestor acaba olhando para o servidor. Ele não quer saber o que ele é, ele personifica a função. O gestor precisa enxergar qual é o melhor servidor para aquele serviço_ Assistente ou Especialista? E não pedir somente mais uma pessoa. Para mudar essa cultura, leva tempo”. O diretor-presidente disse que já existe um mapeamento das áreas, do que cada servidor faz, só faltando aprimorar e colocar em prática.
Luana Lourenço salientou que a importância de haver um setor de estudos sobre Previdência Social na autarquia, de forma a prever impactos, e argumentou que o ser humano é movido a desafios, não só através de salário. “Quando os desafios não se fazem presentes no serviço público, isso contagia os demais setores. As pessoas ficam desmotivadas e estudar para sair do Rioprevidência”, observou ela.
Fábio Florindo aproveitou para fazer um pedido aos servidores: “a comunicação tem duas vias: a dos gestores e a dos servidores, que recebem a informação. É fundamental que os servidores utilizem os canais de comunicação do Rioprevidência, que utilizem a intranet e e-mails. Muitas vezes acaba acontecendo um ‘telefone sem fio’, e o servidor não viu que estava lá na intranet”.
Mario Magalhães perguntou se há previsão de um novo Diretor de Seguridade, e Reges Moisés esclareceu que nesse momento não há condições de ser nomeado um novo DSE, não só pela questão financeira, mas, também, pela impossibilidade de nomear novos servidores, só sendo possível a substituição. “Isso envolve uma questão maior, que é o Estado. Abrir uma concessão nesse sentido para o Rioprevidência significa abrir concessão para os outros órgãos também. Mas, assim que for possível, os cargos serão preenchidos”, garantiu o diretor-presidente.

